Glossário
89 termos, definidos sem rodeios. A pesquisa ignora acentos, por isso «traves» encontra «través». Cada termo tem endereço próprio — podes ligar diretamente a um.
89 termos.
A
- abalroamento #
Colisão entre duas embarcações. O RIPEAM existe para o evitar, e considera que há risco sempre que a marcação a que se vê outra embarcação não varia sensivelmente enquanto a distância diminui.
Também dito: colisão
- águas seguras #
Zona com água navegável em toda a volta. A marca correspondente tem faixas verticais encarnadas e brancas e uma esfera encarnada no topo — é a única marca do sistema IALA com faixas verticais.
Também dito: marca de águas seguras
Balizagemperigo isoladocanal
- agulha magnética #
Instrumento que indica o norte magnético. A sua leitura difere do norte verdadeiro pela declinação, e do norte magnético pelo desvio provocado pelo ferro e pelos campos elétricos da própria embarcação.
Também dito: bússola
Navegaçãodeclinacaodesviorumo
- alcance geográfico #
Distância a que a luz deixa de ser visível por causa da curvatura da Terra. Depende só de duas alturas: a da luz e a dos olhos do observador.
- alcance luminoso #
Alcance real de uma luz na visibilidade que existe naquele momento. Com neblina ou chuva, fica muito abaixo do alcance nominal.
- alcance nominal #
Alcance de uma luz em condições de referência de visibilidade meteorológica. Mede a potência da luz e é o número que vem escrito na carta.
- altitude da luz #
Altura da luz acima do nível do mar — não a altura da torre. É ela que determina o alcance geográfico do farol.
Também dito: elevação
- amuras a bombordo #
Navegar com o vento a entrar pelo bordo de bombordo, com a retranca aberta para estibordo. Perante um veleiro de amuras a estibordo, é este que se afasta.
Também dito: bombordo amuras
Manobra e velaamuras a estibordobordo do vento
- amuras a estibordo #
Navegar com o vento a entrar pelo bordo de estibordo, com a retranca aberta para bombordo. Entre veleiros com ventos de bordos diferentes, é a posição favorecida: afasta-se o que está de amuras a bombordo.
Também dito: estibordo amuras
Manobra e velaamuras a bombordobordo do vento
B
- baliza #
Sinal fixo de apoio à navegação, assente no fundo ou em terra, por oposição à boia, que flutua amarrada a um poita. Umas e outras seguem o mesmo código de cores e formas.
Também dito: boia
Balizagemmarca de tope
- barlavento #
O lado de onde vem o vento. Entre dois veleiros com o vento do mesmo bordo, o que está a barlavento afasta-se do que está a sotavento.
Manobra e velasotaventobordo do vento
- bombordo #
O lado esquerdo da embarcação para quem está a bordo virado para a proa. A cor associada é o encarnado — nas luzes de navegação e, na Região A, nas marcas laterais à entrada.
Também dito: bordo de bombordo
- bordo do vento #
O bordo por onde a embarcação recebe o vento. O RIPEAM define-o como o bordo oposto àquele em que está a retranca — ou, em armações latinas, o oposto ao da maior vela de proa-à-ré.
Também dito: amuras
Manobra e velaamuras a estibordoamuras a bombordoretranca
C
- calado #
Profundidade a que vai a parte mais funda do casco, medida da linha de água até ao ponto mais baixo da quilha. É o número que determina onde a embarcação pode ou não entrar.
- cambar #
Mudar de bordo passando a popa pelo vento. Exige controlar a passagem da retranca — uma cambada acidental com vento fresco é perigosa para a tripulação e para o aparelho.
Também dito: virar por ré, virar em roda
Manobra e velavirar por davanteretranca
- canal 16 #
Canal internacional de socorro, urgência, segurança e chamada, em 156,800 MHz. Mantém-se escuta permanente nele sempre que o rádio não está a ser usado para outra comunicação.
Também dito: VHF 16
Comunicaçõescanal 70canal de trabalhomayday
- canal 70 #
Canal reservado exclusivamente à chamada seletiva digital, em 156,525 MHz. Nunca se transmite voz neste canal.
- canal de trabalho #
Canal para onde se muda depois de estabelecer o contacto no canal de chamada, para deixar o 16 livre. É a estação chamada que o indica, não quem chama.
Comunicaçõescanal 16expressao de servico
- canal estreito #
Via de navegação limitada em largura, onde se navega tão perto quanto seguro do limite do lado de estibordo. Embarcações com menos de 20 metros e embarcações à vela não devem dificultar a passagem de quem só possa navegar lá dentro.
Também dito: canal, via de acesso
Regras de rumonao dificultarsentido convencional
- capacidade de manobra restrita #
Embarcação limitada na manobra pela natureza do trabalho que executa: dragagem, lançamento de cabos, trabalhos submarinos, operações com aeronaves. Exibe encarnada, branca e encarnada na vertical.
Também dito: manobra condicionada
Regras de rumosem governocondicionada pelo calado
- característica #
Conjunto de dados que identifica uma luz na carta: ritmo, cor, período, altitude, alcance e, quando existe, sinal sonoro. Por exemplo Fl(4) 13s 66m 23M.
- código fonético internacional #
Conjunto de palavras que representam letras — Alfa, Bravo, Charlie — para soletrar sem margem para erro. Ao rádio, B, P, T, D e V soam todas iguais; as palavras não.
Também dito: alfabeto fonético
Comunicaçõesexpressao de servico
- condicionada pelo calado #
Embarcação a motor que, pela relação entre o seu calado e a profundidade e largura disponíveis, fica severamente limitada na possibilidade de se desviar do rumo. Exibe três luzes encarnadas na vertical, ou um cilindro de dia.
Regras de rumomanobra restritacalado
D
- declinação magnética #
Ângulo entre o norte verdadeiro e o norte magnético num dado local. Varia com a posição e ao longo dos anos; o valor e a variação anual vêm indicados na rosa das cartas náuticas.
Também dito: variação magnética
- destroço #
Restos de uma embarcação naufragada. Quando o naufrágio é recente e ainda não consta das cartas, pode ser assinalado por uma marca temporária de perigo novo, ou pela duplicação de uma marca convencional.
Também dito: naufrágio
Balizagemperigo isolado
- desvio da agulha #
Erro próprio de cada agulha instalada a bordo, provocado pelos materiais magnéticos da embarcação. Varia com o rumo e regista-se numa tabela de desvios.
Navegaçãoagulhadeclinacao
- dispositivo de separação de tráfego #
Esquema que organiza o tráfego marítimo em vias de sentido único, separadas por uma zona ou linha. Quem tiver de o atravessar deve fazê-lo com rumo tão perpendicular quanto possível ao sentido geral do tráfego.
Também dito: esquema de separação, DST
Regras de rumonao dificultar
- DSC #
Chamada seletiva digital. Permite emitir automaticamente um alerta de socorro em VHF, com a identificação da embarcação e, se houver GPS ligado, a sua posição.
Também dito: chamada seletiva digital
- dupla escuta #
Função que vigia dois canais em alternância rápida, permitindo ficar no canal de trabalho sem largar o canal 16.
Também dito: dual watch
E
- embarcação que cede passagem #
Aquela que, numa situação de risco, tem de manobrar para se afastar da rota da outra. Deve fazê-lo cedo, de forma franca e de modo a passar bem afastada.
Também dito: dá passagem
Regras de rumoembarcacao que segueripeam
- embarcação que segue #
Aquela que deve manter rumo e velocidade, precisamente para que a outra possa contar com isso. Pode manobrar quando é evidente que a outra não está a cumprir, e deve manobrar quando o abalroamento já não pode ser evitado só por ação da outra.
Também dito: mantém rumo e velocidade
Regras de rumoembarcacao que cede
- enfiamento #
Duas luzes ou duas marcas a alturas e distâncias diferentes que ficam alinhadas na vertical quando se está no rumo certo. Materializa um rumo com muito mais precisão do que a agulha.
Também dito: alinhamento
Faróissetor de luz
- estibordo #
O lado direito da embarcação para quem está a bordo virado para a proa. A cor associada é o verde.
Também dito: boreste, bordo de estibordo
- expressão de serviço #
Palavra convencionada que substitui uma frase inteira ao rádio: ESCUTO, TERMINADO, COMPREENDIDO, PASSE A. Torna a mensagem curta e sem ambiguidade.
Também dito: proword
Comunicaçõescodigo foneticocanal de trabalho
F
- farol #
Auxílio à navegação fixo em terra, com uma luz de grande alcance e uma característica própria, que permite identificá-lo e obter marcações a partir dele.
Também dito: farolim
- filame #
Comprimento de amarra ou de cabo largado ao fundear. Quanto maior o filame em relação à profundidade, mais horizontal fica a tração na âncora e melhor esta agarra.
Também dito: comprimento de amarra
Manobra e velafundear
- fundear #
Deitar a âncora ao fundo para manter a embarcação numa posição. Uma embarcação fundeada exibe uma luz branca visível em volta à proa, ou uma esfera preta de dia.
Também dito: ancorar
Manobra e velafilamemarca diurna
I
- IALA Região A #
Uma das duas regiões do sistema internacional de balizagem marítima. Abrange a Europa, incluindo Portugal, além de África, da maior parte da Ásia e da Oceânia. Nesta região, à entrada de um canal, o encarnado fica a bombordo e o verde a estibordo.
Também dito: Região A
- isofásico #
Ritmo de luz em que o tempo aceso é igual ao tempo apagado. Abrevia-se Iso. Fica exatamente a meio caminho entre relâmpagos e ocultações.
Também dito: isofase
L
- lampejo #
Período em que uma luz de sinalização está acesa, mais curto do que o período em que está apagada. Contar os lampejos por grupo e cronometrar o ciclo completo é a forma de identificar uma marca de noite.
Também dito: clarão
Balizagemritmo de luz
- lanterna tricolor #
Lanterna única no topo do mastro que reúne as duas luzes de bordo e a luz de alcançado. Só pode ser usada por embarcações à vela com menos de 20 metros, e nunca em simultâneo com as luzes de convés.
Também dito: tricolor
Luzes e marcasluz de bordoluz de alcancado
- luz de alcançado #
Luz branca colocada à popa, cobrindo 135°. Ver apenas esta luz significa estar atrás da outra embarcação — e, portanto, em situação de ultrapassagem.
Também dito: luz de popa
Luzes e marcasultrapassagemluz de bordo
- luz de bordo #
Luz encarnada a bombordo e verde a estibordo, cada uma cobrindo um setor de 112,5°, da proa até 22,5° para a ré do través do seu lado.
Também dito: luzes laterais
Luzes e marcasluz de topoluz de alcancadotraves
- luz de topo #
Luz branca colocada sobre o eixo longitudinal da embarcação, cobrindo 225° — a soma dos setores das duas luzes de bordo. É ela que identifica uma embarcação a motor: um veleiro à vela não a exibe.
Também dito: luz de mastro
Luzes e marcasluz de bordotricolor
- luz visível em volta #
Luz que cobre os 360° do horizonte. É usada na luz de fundeada e nas combinações verticais que identificam situações especiais, como sem governo ou capacidade de manobra restrita.
Também dito: luz de 360°
Luzes e marcassem governomanobra restrita
M
- marca cardinal #
Marca preta e amarela que indica de que lado de um perigo está a água segura. Uma cardinal Norte significa que se deve passar a norte dela. Tem sempre dois cones pretos como marca de tope.
Também dito: cardinal
- marca de tope #
Figura colocada no topo de uma boia ou baliza — cilindro, cone, esfera ou cruz — que confirma o significado da marca sem depender da cor. É a informação mais fiável a contraluz ou para quem tem daltonismo.
Também dito: topo, marca de topo
Balizagembalizamarca cardinal
- marca diurna #
Figura preta — esfera, cone, cilindro ou losango — exibida de dia para indicar o estado da embarcação: fundeada, encalhada, sem governo, à vela e a motor, entre outros.
Também dito: marca de dia
Luzes e marcassem governomanobra restrita
- marca especial #
Marca amarela, com um X amarelo no topo, que assinala uma zona ou instalação — aquicultura, cabos submarinos, campos de fundeadouros, áreas de banhos — e não um perigo à navegação. O que significa em concreto vem na carta.
Balizagemmarca de tope
- marcação #
Direção em que se vê um objeto, medida em graus. Pode ser verdadeira, magnética ou relativa à proa. Uma marcação que se mantém constante enquanto a distância diminui é o sinal clássico de risco de abalroamento.
Também dito: azimute
Regras de rumoabalroamentorumo
- MAYDAY #
Palavra que inicia uma mensagem de socorro, usada quando uma embarcação ou uma pessoa estão em perigo grave e iminente e precisam de assistência imediata. Repete-se três vezes no início da chamada.
- MAYDAY RELAY #
Chamada de socorro feita em nome de outra embarcação, quando quem está em perigo não consegue transmitir ou não tem rádio. Pronuncia-se «mêdê relê».
N
- não dificultar a passagem #
Obrigação de manobrar cedo e de longe, de modo que a situação de risco nem chegue a formar-se. É diferente de ceder passagem: se apesar disso o risco surgir, aplicam-se na mesma as regras de rumo normais.
Regras de rumocanaldispositivo de separacao
- nó #
Unidade de velocidade no mar: uma milha náutica por hora.
Também dito: kt
Navegaçãomilha nautica
O
- ocultação #
Interrupção curta de uma luz que está acesa a maior parte do tempo. É o contrário do relâmpago, e produz-se tapando uma luz fixa. Abrevia-se Oc, ou Oc(n) em grupos.
- orçar #
Alterar o rumo aproximando a proa da direção de onde vem o vento.
Manobra e velaarribarbarlavento
- ótica rotativa #
Conjunto de lentes que roda à volta da lâmpada e concentra a luz num ou mais feixes estreitos. A lâmpada está sempre acesa: o que produz os relâmpagos é o feixe a varrer o horizonte.
Também dito: aparelho ótico
P
- PAN-PAN #
Sinal de urgência, um grau abaixo do MAYDAY. Usa-se quando há uma situação urgente relativa à segurança da embarcação ou de uma pessoa, mas sem perigo grave e iminente.
- perigo isolado #
Perigo de pequenas dimensões, com água navegável à sua volta. A marca é preta com faixas horizontais encarnadas, tem duas esferas pretas no topo e luz branca em grupos de dois lampejos.
Balizagemagua seguradestroco
- período da luz #
Tempo que um ciclo completo demora a repetir-se, do início de um grupo ao início do grupo seguinte. É o número em segundos que aparece na característica.
Também dito: período
Faróiscaracteristicarelampago
- popa #
A parte de trás da embarcação. «Para a ré» significa na direção da popa.
Também dito: ré
Manobra e velaproaluz de alcancado
- preia-mar #
Momento em que a maré atinge o seu nível mais alto num dado ciclo. O oposto é a baixa-mar.
Também dito: PM
Navegaçãozero hidrografico
Q
- quarto de horizonte #
Cada um dos quatro setores de 90° em que o horizonte se divide a partir de um ponto: NW–NE, NE–SE, SE–SW e SW–NW. É a base do significado das marcas cardinais.
Também dito: quadrante
Balizagemmarca cardinal
R
- relâmpago #
Clarão curto de uma luz de sinalização, em que o tempo aceso é menor do que o tempo apagado. Abrevia-se Fl na carta, e Fl(n) quando vem em grupos.
Também dito: lampejo, clarão
- retranca #
Espeque horizontal que prende a esteira da vela grande e a mantém aberta. Cai sempre para sotavento — é por isso que serve para identificar de que bordo um veleiro recebe o vento.
Também dito: boom
Manobra e velavela grandebordo do vento
- RIPEAM #
Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar, de 1972, conhecido em inglês por COLREGS. Aplica-se a todas as embarcações no alto mar e nas águas a ele ligadas navegáveis por navios de mar.
Também dito: COLREGS, Regulamento de Abalroamentos
Regras de rumoabalroamentoembarcacao que cede
- ritmo de luz #
Padrão temporal de uma luz de sinalização — lampejos, ocultações, isofásica, contínua — com o respetivo período. Vem sempre indicado na carta em forma abreviada, por exemplo Fl(3) 10s.
Também dito: característica da luz
Balizagemlampejo
- rumo #
Direção em que a embarcação é governada, medida em graus de 000 a 359. Pode ser verdadeiro, magnético ou da agulha, consoante o norte a que se refere.
Navegaçãomarcacaoagulhadeclinacao
S
- SÉCURITÉ #
Sinal de segurança que precede mensagens sobre segurança da navegação ou avisos meteorológicos importantes.
- SEELONCE #
Família de expressões que gere o silêncio no canal durante um socorro: SEELONCE MAYDAY e SEELONCE DISTRESS impõem-no, PRUDONCE permite tráfego restrito e SEELONCE FEENEE dá-o por terminado.
Também dito: silence, silêncio rádio
- sem governo #
Embarcação que, por circunstância excecional, não pode manobrar como as regras exigem — avaria de máquina ou de leme, por exemplo. Exibe duas luzes encarnadas visíveis em volta na vertical, ou duas esferas pretas de dia.
Também dito: sem comando
Regras de rumomanobra restritamarca diurna
- sentido convencional de balizagem #
O sentido em relação ao qual as marcas laterais são definidas. Em regra é o sentido do mar para o porto, ou da foz para montante num rio. Quando não há entrada óbvia, vem indicado na carta náutica por uma seta.
Também dito: sentido de balizagem
Balizagemiala regiao acanal
- setor de luz #
Arco do horizonte em que uma luz se vê de determinada cor. Permite saber, só pela cor, se se está dentro ou fora do corredor seguro de uma entrada.
Também dito: luz de setores
Faróisenfiamentocaracteristica
- sinal de dúvida #
Pelo menos cinco apitos curtos e rápidos, emitidos quando não se compreendem as intenções de outra embarcação ou se duvida de que esteja a manobrar o suficiente. Pode ser acompanhado de cinco lampejos curtos.
Também dito: sinal de aviso
Regras de rumoripeam
- sinal de nevoeiro #
Sinal sonoro associado a um farol ou a uma boia, que funciona com visibilidade reduzida. Indica que existe algo naquela direção, mas não dá marcação fiável: o som reflete-se e é desviado pelo vento.
Também dito: ronca, sirene
- sotavento #
O lado para onde vai o vento, oposto a barlavento. É o lado para onde a retranca cai.
Manobra e velabarlaventoretranca
- squelch #
Comando que corta o ruído de fundo quando não há sinal, definindo a partir de que intensidade o rádio abre o altifalante. Apertado de mais, esconde as chamadas fracas.
Também dito: silenciador
Comunicaçõesvhfdupla escuta
T
- través #
A direção perpendicular ao eixo da embarcação, a 90° da proa. É a referência para definir os setores das luzes de navegação e o sector de ultrapassagem.
Manobra e velaproaultrapassagem
U
- ultrapassagem #
Situação em que uma embarcação se aproxima de outra vindo de uma direção superior a 22,5° para a ré do través — de noite, vendo apenas a luz branca de popa. Quem ultrapassa afasta-se sempre, sem exceções.
Regras de rumotravesluz de alcancado
V
- vela grande #
A vela principal envergada à ré do mastro. Na maior parte dos veleiros de recreio, é a vela cuja posição revela o bordo do vento.
Também dito: grande
Manobra e velaretranca
- velocidade de segurança #
Velocidade que permite tomar medidas eficazes para evitar um abalroamento e parar dentro de uma distância apropriada às circunstâncias. Depende da visibilidade, do tráfego, do mar e da manobrabilidade — não é um número fixo.
Regras de rumovisibilidade reduzida
- VHF marítimo #
Rádio de muito alta frequência usado no mar. O alcance é essencialmente à vista: depende da altura das antenas e não da potência do aparelho.
Também dito: radiotelefone
- virar por davante #
Mudar de bordo passando a proa pelo vento. É a manobra habitual para bordejar contra o vento.
Também dito: virar de bordo
Manobra e velacambarbordo do vento
- visibilidade reduzida #
Condição em que as embarcações não se avistam — nevoeiro, cerração, chuva forte, neve. Nestas condições não há embarcação que cede nem embarcação que segue: todas têm de manobrar para evitar a aproximação excessiva.
Também dito: nevoeiro
Regras de rumovelocidade de seguranca